terça-feira, janeiro 11, 2011

O Vendedor de Automóveis...


Era uma vez um aldrabão que daria um excelente vendedor de automóveis que decidiu ser Primeiro Ministro.

Conclusão:

Perdeu-se um óptimo vendedor de automóveis e ganhou-se uma merda de um primeiro-ministro.

Esta é a conclusão da magnifica entrevista de Henrique Neto ao "Jornal de Negócios", que aconselho vivamente a todos lerem AQUI e que deixo algumas passagens com alguma pérolas de alguém que não tem "papas na língua" nem vontade de dar "jeitinhos"...

"Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto
antes do Governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas
coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei:
"Este gajo não percebe nada disto". Mas ele falava com aquela propriedade
com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe [riso]. Eu, que nunca
tinha ouvido o homem falar, pensei: "Este gajo é um aldrabão, é um vendedor
de automóveis". Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis."

(...)

"Quando se pôs a hipótese de ele vir a ser secretário-geral do PS, achei uma
coisa indescritível. Era a selecção pela falta de qualidade. O PS tem muita
gente de qualidade. Sempre achei que o PS entregue a um tipo como o Sócrates
só podia dar asneira."

(...)

"Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos;
fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos
interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo.
Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou
defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira. Somos um País que
devia usar a inteligência e o debate para resolver os problemas, e temos
dirigentes que utilizam a mentira e evitam o debate."


(...)

"Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um
vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro
e está a dar cabo do meu País. Não é o único, mas é o mais importante de
todos."

sábado, outubro 30, 2010

O fado da mãezinha...

"O Fado da Mãezinha", tal como amigavelmente tantos dos meus pobres ouvintes de noites de copos, fados e guitarradas o titularam, tem sido um exlibris do meu fraco e lamentável reportório...

Nota literária:
Esta última frase é um exemplo do que em literatura se designa por um pleonasmo vicioso... ou seja, ao referir-me a "meu reportório" seria mais que suficiente para que se tornasse desnecessário de o adjectivar de "fraco e lamentável"...
Fim de nota

Este faduncho entrou na minha vida quando eu tinha os meus 5 ou 6 anitos através de uma pequena cassete branca de fados que os meus pais tinham em casa e que eu ouvia num pequeno rádio cinzento da Normende do meu pai. Como a nossa única fonte de música nessa altura era a rádio que passava a música que eles queriam e não a queríamos ouvir e que mais interactivo que podíamos ter era o "Quando o Telefone toca!", a capacidade de ter uma cassete que tocava a música que eu queria, quando eu queria, era um clímax (ainda que não soubesse o que isso era, sabia bem...). E mesmo que a cassete fosse de fados, era um momento mágico para mim... (agora imaginem se fosse do José Cid ou do Paco Bandeira... ui,ui...)

Mas adiante...
Apesar de felizmente o meu lar ser abençoado e de não haver cenas de pancadaria entre os meus pais, gostei sempre muito deste fado pois era cantado com uma mágoa e com uma dor que até uma criança de 5 ou 6 anos achava que aquilo tinha ali qualquer coisa de mágico.

Os anos foram passando, a cassete branca desapareceu por entre as restantes cassetes do meu ZX Spectrum e apenas ficou a memória. A memória da letra e da música. E quando comecei a tocar guitarra com os meus 16 anos, nunca me passou pela cabeça tentar aprender "o fado da Mãezinha", mas os anos passam e com alguma (pouca...) técnica, acabei por me lembrar da melodia e da letra do fado e comecei a tocá-la e a cantá-la em reuniões de amigos e familia.

O momento supremo acabou por se dar quando, numa passagem de ano, uma amiga se desfaleceu em lágrimas enquanto cantava o fadinho... ainda hoje não sei ainda se tal se ficou a dever ao tom triste e melancólico da melodia juntamente com uma letra forte e marcante, acumulado pelo facto de eu a interpretar com uma alma de fadista... ou se, por outro lado, se ficou a dever a quantidades difíceis de mensurar de alcool que ela bebeu antes...

(curioso que penso nisto... lembro-me que alguem se vomitou todo nessa noite, mas não me lembro quem foi...)

Bem, mas hoje foi então o dia que acabei por deitar por terra muitos dos meus mitos de infância e resolvi fazer uma pesquisa profunda sobre o faduncho quando tenho mais um desapontamento na vida:

"O fado da mãezinha" afinal é o fado do "Paizinho"!!

Mas pronto, afinal este é mesmo só um promenor sem importância nenhuma... e com o casamento gay, este faduncho deve acompanhar os tempos e pronto... O pai a bater na mãe é uma coisa do século passado... agora o que está a dar é o pai a bater no outro pai que Às vezes faz de mãe... ou vice-versa... (seja lá "vice-versa" o que quer que seja numa relação gay...)

Deixo-vos a letra do fado (gentilmente copiada do blog fadosdofado.blospot.com ). Parece lamechas mas vou tentar encontrar a música e postar aqui no blog na barra lateral ou algo que o valha...

Abraços Moinantes

Paizinho
*Noite desditosa*

António Fonseca / Casimiro Ramos *fado freira*
Reportório de Manuel Dias

Certa noite desditosa
No meu lar abençoado
Esta cena se passou;
Zanguei-me com minha esposa
E no momento irado
Bati-lhe, e ela chorou

Nesse momento, e por fim
Depois de tudo acabar / Entre lágrimas e ais
Alguém se abraçou a mim
E me pediu, a chorar / Paizinho não batas mais

Tive tanta piedade
Quando o ouvi dizer também / Olha que se ouve na rua
Paizinho, por caridade
Não batas na minha mãe / Tem pena, recorda a tua

Minha mãe, tanto me encanta
Foi ela que me criou / Diz chorando, a criancinha
Não batas naquela santa
Que tantas vezes tirou / Da boca dela p´ra minha

Dôr igual nunca senti
Quando vi na criancinha / Tão nobre sentir aquele
Com mil beijos prometi
Não bater mais na mãezinha / Chorando abraçado a ele

quinta-feira, setembro 23, 2010

O dia em que não morri, porque os tempos eram outros...

Curioso...

hoje tomei conhecimento através do Facebook e do blog Dias Úteis, uma infeliz (porém feliz...) história de um desencontro no primeiro dia de escola. um entrada numa carrinha errada e estava armada a confusão. Podem ler aqui neste link... aconselho mesmo a que leiam primeiro, pois ajuda a enquadrar o meu texto abaixo...

Felizmente, a filha do autor acabou por aparecer e de saúde, num ATL errado ( incrivel...) e a história acabou bem... e o ponto de vista é do pai que perde a filha, ainda que por 2 horas...

Uff... sou pai de duas meninas de 7 e 11 anos e nem quero imaginar o que ele sentiu...

Porém esta história trouxe-me à memória uma outra história que se passou comigo, no longínquo ano de 1982... Convido-vos a lerem esta minha história e poderem ter um pouco a visão do "outro lado da barricada" (o lado de quem se perdeu...), com a devida distância de quase 30 anos...

Enjoy...

Um (in)feliz (des)engano

Durante o período de escola primária, segui um percurso que se pode chamar como normal com características próprias mas sempre dentro do que se pode querer para uma criança entre os 7 e os 10 anos: bom aluno, algo distraído, reservado mas gradualmente a sair debaixo das saias da mãe e descobrir um mundo inteiro que estava à minha espera.

Vivia então num dos suburbios de Lisboa, Mem-Martins, que em 1982 ainda uma pacata aldeia em que toda a gente conhecia quase toda a gente.

Quando uma mãe (ou um pai…) é muito protectora podemos correr o risco de se criar uma criança que, logo que se veja livre dos apertos e das limitações que lhe são impostas, saia a correr porta fora e se atire de cabeça para tudo o que seja novo e desconhecido, em função da curiosidade natural que tem uma criança. Muitas destas crianças tornam-se rebeldes, rodeiam-se de más companhias e são como uma espécie de íman para sarilhos…

Seguramente que soube sair suavemente da minha “prisão dourada” e ao longo da minha escola primária fui “arrebitando”.

Com o facto de os meus pais estarem a trabalhar e de eu apenas ter escola de manhã, comecei a ter liberdade para me aventurar com os meus amigos e começar a sair da “concha” onde tinha estado tanto tempo.
E creio que esta saída progressiva desta concha me foi claramente benéfica, pois quando terminei a escola primária, que ficava praticamente no fundo da rua, fui colocado na Escola Preparatória Visconde Jeromenha, onde hoje é uma selva de betão chamada Tapada das Mercês, mas que antes era uma real Tapada, com um pinhal gigante (sim, sem prédios...).

A E.P. Visconde Jeromenha era assim uma daquelas escolas novas do novo regime, com inúmeros pavilhões, polidesportivo, campo de jogos e… ficava no meio de uma mata, sem nada por perto!
Para ir para lá, o acesso era feito em camionetas da antiga Rodoviária Nacional (aquelas brancas e cor de laranja…), e havia três linhas: Rio de Mouro, Mira Sintra e São Carlos. Ora como eu morava em São Carlos, Mem-Martins, o que tinha de fazer era apanhar uma camioneta cheia de miúdos e seguir para uma escola com ainda mais miúdos, com mais de 120 salas de aula e 9 professores para cada turma, ao contrário da minha pacata escola primária, com duas salinhas de aula e 1 professora que sempre acompanhou a minha escolaridade até então.

A minha mãe, obviamente, encheu-me a cabeça de monstros e problemas e de bandidos… uff… mas a custo, lá me foi comprar o passe e lembro-me perfeitamente do meu primeiro dia de escola.
De manhã, lá estava eu na paragem da camioneta, com mais um monte de miúdos, e quando vi que conhecia alguns deles, fiquei mais tranquilo pois pelo menos não estava completamente sozinho. Entrei para a camioneta e como era das primeiras paragens ainda dava para arranjar lugar sentado, mas ao longo do percurso, a coisa foi enchendo, enchendo, que comecei a ficar preocupado com a quantidade de gente que ali estava e que eu nem fazia ideia quem eram.
Cheguei à escola e fiquei completamente do tamanho de uma ervilha: eram milhares de crianças de todas as cores, formas e feitios e eu não fazia a menor ideia quem eram, como se chamavam nem como eu havia de me integrar. Encontrei com grande dificuldade a sala de aula onde tive a minha apresentação com a directora de turma. Era a minha professora de inglês o que me deixou um pouco mais tranquilo porque era uma disciplina que eu ansiava muito por ter. Explicou-nos como as coisas se processavam dentro da escola, um pequeno mapa com os números das salas e as suas localizações (muito útil…) e sobretudo era uma pessoa simpática. Até mais simpática que a minha professora da primária… e bem mais nova!

Nesse dia tivemos mais 4 aulas de apresentação e as coisas foram correndo na medida do possível. Os intervalos de hora a hora eram meio estranhos pois não sabia bem o que fazer nem conhecia ninguém na minha turma. Sentia-me meio deslocado e do género de quando entramos num elevador com outra a pessoa e não sabemos bem o que dizer… Aqueles silêncios desconfortáveis…

As aulas acabaram pelo meio-dia e nesse dia não tinha aulas de tarde pelo que agora restava-me voltar para casa e esperar que o percurso inverso fosse tranquilo e sem percalços.
A paragem das camionetas era no largo em frente à escola e alinhavam-se em 3 paragens. Quando cheguei vi duas camionetas completamente cheias e uma delas ainda com lugar para sentar. Por isso, não hesitei e, entrei e sentei-me. O motorista chegou e em pouco tempo estávamos a andar. No entanto, achei algo estranho o facto de não estar a reconhecer o caminho, mas como nunca tinha necessidade de estar atento a caminhos ou estradas antes, admiti a possibilidade de estar a fazer um percurso diferente, mas com o destino que pretendia.
No entanto, a camioneta chegou a uma paragem onde saiu toda a gente e o motorista, ao ver-me sentado ainda, disse-me que era a última e que tinha de sair.

Fiquei em pânico, quase paralisado e subiu-me todo o sangue à cabeça.

Saí da camioneta e não fazia a menor ideia onde estava! Foi então que descobri que tinha apanhado a camioneta errada!

Olhei em volta e estava completamente perdido, num sitio chamado Rio de Mouro, a mais de 10 kms da minha casa e não fazia a menor ideia de como sair dali.

Pela primeira vez na minha vida estava dependente apenas de mim e das decisões que tinha de tomar. E Foi nesse preciso momento da minha vida que estava numa encruzilhada e tive de escolher para que lado havia de seguir.
Voltei à paragem onde estava a camioneta e perguntei a um motorista como fazia para ir para Mem-martins e ele disse que havia uma camioneta que saía de Rio de Mouro para Mem-Martins, de meia em meia hora.

OK! Estava safo…

Esperei pela camioneta, vi que dizia “Mem-Martins”, e ao entrar mostrei o meu passe e o motorista mas aí ele disse-me que aquele passe não servia para utilizar aquela camioneta… Era um passe escolar e ainda por cima não era para aquele percurso.

Uff… outra vez perdido… estava a desesperar…

Enchi o peito de ar e do fundo da minha até então timidez, perguntei-lhe então como podia fazer pois o queria era ir para Mem-Martins, pois tinha-me enganado na camioneta quando saí da escola e estava a ficar aflito…
Devo ter sido bastante convincente pois o senhor foi bastante simpático e foi comigo até à paragem da camioneta que voltava para a escola. Falou com o colega e disse-lhe para que me levasse de volta à Escola e que me deixasse usar o meu passe (que até não dava para aquele percurso…) e que quando lá chegasse me dissesse qual era a camioneta certa para ir para Mem-Martins.
Assim foi, voltei à escola, apanhei a camioneta certa e reconheci o percurso, e em 25 minutos estava na paragem ao pé de minha casa. Corri para casa, com “borboletas na barriga” e feliz por ter ultrapassado aquela dificuldade. A aventura tinha acabado, mas na realidade, outra mais grandiosa tinha começado para mim: o facto de passar a encarar a minha vida de uma forma muito mais abrangente e perceber que há mais mundo para além do nosso pequeno bairro...

No dia seguinte, nada mais me pareceu tão difícil, nem a escola, nem as viagens, nem os colegas, as salas, os professores... porque tinha passado por uma experiência no dia anterior que, não obstante as dificuldades, o medo que senti, o pânico, transmitiu-me uma coisa que eu nem sabia que tinha: Confiança. E uma pessoa confiante é capaz de fazer qualquer coisa… mesmo uma criança de 10 anos.

E em poucos dias fiz novos amigos, integrei-me e fiquei por dois anos naquela escola, sem mais enganos de camionetas. Outros enganos vieram, é verdade, mas de transportes, nunca mais me enganei.

terça-feira, abril 20, 2010

O Meu Photo Blog + O Livro do Moinantes



Caros

Tenho estado ausente da moinada mas voltei com um novo site de fotografia.
Sou um bocado tosco nas fotos mas ainda assim, quero partilhar com todos vocês algumas coisitas que vou tirando...

Assim podem visitar-me também em http://www.wix.com/arthurjohnalves/arthuralves

Em breve conto ter o meu próprio dominio mas até lá este é o caminho...

Apareçam, deixem mensagens e sugestões... e espero que se divirtam, como sempre...


Abraços
Moinantes

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Que mais será preciso?


Temos um tipo que diz que é engenheiro mas afinal não é.

Esse mesmo tipo é o que fez o inglês técnico a um domingo na Indepedente, por fax.

O mesmo tipo que num dia aparece num documento oficial da Assembleia da República designando-se como "Engenheiro" e no outro dia, nesse mesmo documento, já não aparece como "Engenheiro".

Esse mesmo tipo é também o que assinava os projectos numa capital de distrito do interior do país, mas que na realidade não os fazia.

É exactamente o mesmo tipo que aparentemente recebeu "luvas" para facilitar a construção de um famoso Outlett junto ao estuário do Tejo.

É também, o mesmo tipo aparentemente tinha o gabinete do Presidente da República sobre escuta.

O mesmíssimo tipo que, dia 19 de Junho de 2009, agora que se conhecem as escutas do caso "Face Oculta", ao ser informado dos movimentos de bastidores pelos seus boys para a PT adquirir a TVI e correr com o casal Moniz/Guedes, se mostrava "bem disposto..."

Por acaso, é o mesmo tipo que disse no dia 24 de Junho de 2009 (5 dias depois, sim...) após sessão "solene" na Assembleia da República, que nada sabia sobre as iniciativas da PT vir a adquirir a TVI.


Ah, pois é... e é também o mesmo tipo que, num restaurante de um hotel da capital, disse que o "o Crespo é um problema que se tem de solucionar", após um artigo bastante crítico do Mário Crespo, em relação a esse mesmo tipo.


Esse tipo move influências que passam pelo Presidente do STJ, Noronha do Nascimento, que o levaram a solicitar a destruíção de escutas onde se falava abertamente do "Chefe" a orquestrar um plano para controlar a Comunicação Social, à boa imagem do Chávez.

O que esse tipo não sabia é que o Noronha podia mandar destruir as provas alegando o que quisesse (no caso foi que "não havia indícios de matéria crimanal..."), mas não podia mandar destruir as do processo de Aveiro, onde o Noronha não pode meter o "bedelho". E como o Juíz do processo não deve ser parvo e detectou matéria que revelava indícios demasiado graves, não permitiu que a coisa fosse abafada.


E no fim, acabmos com esse tipo a vir dizer que "era o que falatava era ele ter de comentar peças de jornalismo de fechadura..."


Quanto à minha pergunta do inicio do post, deixo a resposta no ar.



Nota final e mais uma pergunta:

E se este "tipo" se chamasse Pedro Santana Lopes e o Presidente da República se chamasse Jorge Sampaio?





quarta-feira, novembro 25, 2009

Se não houvesse internet...

Se não houvesse Internet...



Era assim que recebíamos virus


era assim que procurávamos pornografia...



Era para isto que usávamos o IPhone...


Era assim que arranjávamos as séries completas


Era assim que trocávamos conhecimentos com outras pessoas...


Era assim que víamos filmes...



Era assim que a industria da pornografia ganhava dinheiro...
Por outro lado, era também assim que eu não tinha este blog de parvoíce e este post idiota...

sábado, novembro 14, 2009

A Face Oculta (...da estupidez)


Ontem à noite vinha no carro e, como habitualmente faço às sextas feiras, ouço o programa "Contraditório", na Antena 1, com a participação dos comentadores de política Carlos Magno, Luis Delgado e Ana Sá Lopes.

Ontem, em função do recente caso Face Oculta onde existe uma celeuma sobre umas escutas realizadas ao administrador do BCP e ex-ministro Armando Vara em que se detectou algumas conversas menos claras sobre assuntos algo "ocultos" e que envolvem o "nosso" primeiro ministro José Sócrates, o tema proposto para ser avaliado pelo quadro de comentadores não podia deixar de ser esse.

De acordo com a lei das escutas, alterada após o sobejamente conhecido caso das escutas ao então Presidente da República Jorge Sampaio, existem 3 figuras de estado que só poderão ser colocadas directamente sob escuta por ordem do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça: o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro.

No programa que atrás referi, fiquei atónito com a irresponsabilidade de dois dos comentadores (Carlos Magno e Luis Delgado) e pela falta de conhecimento, jurídico (que nenhum deles é obrigado a ter...) e de normal senso comum (que todos devemos ter...). Segundo estes dois senhores, as escutas realizadas ao Armando Vara e onde aparecem por várias vezes conversas com o (ainda) Primeiro Ministro José Sócrates são ilegais à luz da lei e que não devem ser consideradas em nenhum aspecto, sob nenhuma perspectiva, seja ela judicial ou politica...

O Sr Luis Delgado, chegou mesmo ao cúmulo de, dizer qualquer coisa do género: "O responsável pela execução das escutas, ao aperceber-se que o escutado estava a falar com o Primeiro ministro devia dizer 'Alto!!' e parar de imediato com a escuta e e dizer a quem realiza as escutas que, sempre que aquele número fosse contactado, a escuta devia ser imediatamente desligada." ao que o Sr. Carlos Magno acrescentou ainda qualquer coisa como "um cavalheiro, há duas coisas que não faz: é "fazer"pelas pernas abaixo e ouvir escutas".

Mais acrescentaram estas duas almas iluminadas que, obviamente que as escutas sendo ilegais, não só não servem de prova em sede de competência judical, como não deve ser retirada nenhuma consequência politica...

?!?!?

Mas está tudo parvo, ou quê?!?

?!?!?

Como é que é possivel que, dois homens que eu considero inteligentes, possam ter a sua visão toldada da razão e acreditarem no que dizem?!? Só uma falta de conhecimento e incompetência sem descrição pode justificar (mas não desculpar...) um comentário ou mesmo uma opinião como a que eles deram na rádio pública...

Passo a explicar:

A letra da lei diz que, no caso do Primeiro Ministro, Presidente da República e Presidente da Assembleia da República, podem ter os seus aparelhos de comunicação sobre escuta através de mandatos assinados pelo Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. No entanto, não diz que, nenhuma dessas figuras não possa ser apanhado numa escuta a uma segunda entidade. E muito menos diz que ele não pode ser escutado nestas circunstâncias. Nem sequer diz que o responsavel das escutas deva dizer 'Alto!!' e parar a escuta.

A isto chama-se conhecimento fortuíta e, se dela se consegue extraír matéria que resulta na identificação de matéria criminal (...CRIME...)..., só se pode pedir ao Sr PGR: Acuse-se!!

E com certeza que, o Primeiro Ministro, caso tenha sido escutado a conjecturar ou a falar de matéria que determine que praticou ou iria praticar um crime, tem de ser julgado por isso como qualquer outro cidadão...

E depois temos a outra parte: a responsabilidade politica.

Se, por mera especulação uma vez que não é publico o teor das conversas, o Primeiro Ministro disse ao Armando Vara:
"Eh pá, a malta tem de dar um jeito para resolver esses assunto ao nosso amigo. Eu falo com a Ana Paula (Vitorino) e vejo se põe o gajo a andar da Refer. E quanto à PT comprar a TVI, vou ver o que posso fazer pois aquel vaca de boca grande vai pagar por tudo o que andou a dizer de mim..."

Alguém consegue encontrar aqui matéria para processo crime?

Diria que poderia haver tráfico de influências e abuso de poder... mas até isso eu dou de barato...

Mas... e politicamente?!? Sejam as escutas legais, ilegais ou de que forma for, alguém é capaz de achar que este individuo consegue manter carácter ou idoneadade para continuar a ser Primeiro Ministro de um país, ainda que esse país seja Portugal?


Vou deixar uma história ficional como um exemplo, para que os Srs. Magno e Delgado me contradigam, se assim o desejarem, neste aspecto...


Suponham que eu sou professor na mesma comunidade do Sr Magno e do Sr Delgado e lecciono na escola dos seu filhos ou netos.

Alguém, de uma forma subrepticia, obtém uma gravação vídeo de mim, na minha casa, a dizer: "Eu sou um pedófilo e lá na minha escola já comi um monte de crianças..."

Pergunta 1:
O ministério Público tem matéria para me acusar do crime de pedófilia?
Resposta:
Não. A prova foi obtida de forma ilegal e não pode ser considerada e deve ser ignorada.

Pergunta 2:
Tenho condições profissionais perante a sociedade escolar e não só, para continuar a realizar as minhas funções de professor?
Resposta:

_____________.

Esta resposta eu deixo em branco e gostava que fosse respondida pelos "pais" Delgado e Magno que, nesta minha história, tinham os seu filhos na escola onde eu leccionava.

Permitiam V.Exas que eu, pedófilo confesso, apesar da prova ter sido de forma ilegal, continuasse a estar perto do vosso filhos e a cuidar da sua educação? Não me parece pois não?

Pois é. Não há matéria para acusação criminal mas há que retirar responsabilidade "política"...

Assim, o único ponto de diferença entre esta história de ficção e a história da Face Oculta, é que as provas obtidas através das escutas ao Armando Vara não foram obtidas de forma ilegal. O telefone escutado era o do Armando Vara e o José Sócrates foi escutado no âmbito de uma escuta perfeitamente legal.

Assim, o nosso eventual corrupto Primeiro Ministro não só deve ser julgado por todas as patifarias que possa ter feito como poderá sem sombra de dúvidas ser acusado com base nas escutas, que são perfeitamente legais, como tão ou mais importante, deve aceitar imediatamente todas as consequências politicas deste caso e apresentar a sua demissão ao Presidente da República.

Se não, temos aqui um caso parecido (com as devidas diferenças em importância...) com o do Valentim Loureiro e do Pinto da Costa, onde existem escutas e gravações destes individuos a corromper árbitros de futebol com dinheiro e favores sexuais de mulheres e o único argumento que eles apresentam é que a forma como obtiveram a prova é ilegal. Ou seja, nunca os ouvi dizer que aquilo não foi verdade... apenas argumentam que não podem ser julgados porque a prova foi obtida de forma ilegal.
Quanto ao Sr Magno e ao Sr. Delgado, fica o meu conselho:

Leiam, informem-se junto de juristas, estudem os casos... e depois opinem. Não se limitem a defender interesses bacocos de crença politica e a pregarem cretinices a quem vos ouve e está ainda menos informado que vós e consequentemente recebe a informação de forma deturpada, por vossa exclusiva responsabilidade.

V.Exas, enquanto figuras públicas e comentadores da nossa rádio pública (sim... paga por mim e por nós todos...) temos o direito de ser informados, mas bem informados. E neste caso em concreto, por manifesta incompetência de V. Exas, fomos muito mal informados...

Apetece-me deixar-vos com uma frase do ex-candidato à presidência da República e actual manager do cabaret Maxim's, Manuel João Vieira:


"Peguem na lancheira e vão levar o almoço ao pai..."

e levem o Sócrates com vocês, por favor...

sexta-feira, outubro 09, 2009

Nova filosofia de vida

Muitas coisas se passaram desde a última conversa com este blog...

O PS ganhou as legislativas...
O Benfica está farto de ganhar jogos com o Jorge Jesus como treinador
E eu voltei a casar-me com a minha mulher.

Isto a vida dá mesmo muitas voltas mas acima de tudo há dois factores que são muito importante para que a gente consiga sobreviver a esta centrifugação longa que é a vida, de forma a que consigamos ficar enxutos, porém, não amachucados...

Atitude e pensamento positivo.

Com calma, determinação e tranquilidade, conseguimos observar a vida de uma forma muito mais agradável, e garantidamente, estas posturas são magnéticas para situações positivas.

Quero que este post sirva de muito grande agradecimento a tantos amigos e conhecidos que me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje. Alguns deles se calhar nem fazem ideia da importância que tiveram em mim...
No entanto, há uma coisa que devemos pensar: sempre que tocamos alguém, nem que seja de raspão, marcamos e somos marcados para toda a vida. Agora imginem quando não tocamos de raspão, mas antes trocamos experiências, vidas, alegrias e tristezas com alguém. Garantidamente que já fomos importantes para alguém e se calhar nem sabemos...

Deixo-vos agora com uma pequena história que reflecte bem a noss vida...

E já agora... como dizia o grande Raul Solnado... "Façam o favor de ser felizes..."

...

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de mayonese e esvazia-o...tirou a mayonese e encheu-o com bolas de golf.

A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.

Então o professor pega numa caixa cheia de Caricas e mete-as no frasco de mayonese. As Caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.

Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de mayonese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".

De seguida o professor acrescentou 2 taças de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:


'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
A VIDA'.

As bolas de golf são as coisas Importantes:

como a familia, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que te apaixona.

São coisas, que mesmo que se perdesemos tudo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As caricas são as outras coisas

que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.

A areia é tudo o demais,

as pequenas coisas.

'Se pomos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as caricas nem
para as bolas de golf.'

O mesmo acontece com a vida'.


Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca
teríamos lugar para as coisas realmente importantes.

Presta atenção às coisas que são cruciais para a tua Felicidade.

Brinca ensinando os teus filhos,

Arranja tempo para ires ao medico,

Namora e vai com a tua/teu namorado/marido/mulher jantar fora,

Pratica o teu desporto ou hobbie favorito.

Haverá sempre tempo para limpar a casa e reparar as canalizações

Ocupa-te das bolas de golf 1º, das coisas que realmente importam.

Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia...


Um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava o café.

O professor sorriu e disse:

"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a vossa
vida esteja ocupada,sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

segunda-feira, junho 08, 2009

Eleições Europeias 2009 - A análise moinante

Ontem foram as eleições europeias.





Os resultados oficiais foram:

Os resultados não-oficiais foram:

O PS perdeu expressivamente.

E pronto... e foi por poucos... deviam mesmo era ter sido totalmente espezinhados... (panisgas...)

O PSD ganhou expressivamente.

No entanto, 31% de votos são abaixo da percentagem de votos da clamorosa derrota de Pedro Santana Lopes. Os números são coisas lixadas...

O Bloco de Esquerda ganhou expressivamente.

Subiram para a 3ª força política em Portugal e triplicaram o nº de deputados europeus.

A CDU ganhou expressivamente.

Na realidade, a CDU ganha sempre mesmo, apesar de terem sido relegados para fora do "podium", a Ilda Figueiredo não hesitou em gritar vitória.

O CDS/PP ganhou expressivamente.

Elegeu o Nuno Melo e o Feio e como é feio, o tipo... que raio de cabelo é aquele? parece um daqueles areais que ficam à frente duma daquelas ilhas do pacifico. No entanto, foram ultrapassados pelos Comunistas e sobretudo esmagados pelos Trotskistas... uff... o o brilho Pepsodente do PP não deixou de ser ver...

Quanto aos outros pequenitos, a Laurinda Alves do MEP também ganhou, na segunda liga.

Até o PNR ganhou...

Conclusão Moinante:

Toda a gente ganhou menos o PS.

No entanto o PS é que é governo.

Portanto, quem perdeu fomos todos nós, cidadãos.

E agora, ainda temos de aturar este bando de panisgas por mais 6 meses...

Ora gaita...


segunda-feira, junho 01, 2009

Tem havido pouca moinada, porém...

Estava eu ontem deitado no meu sofá, em pleno mappling lusco-fusqueiro, quando sou alertado por um som caratcterístico do meu pc...


Tininim!!
(o som do messenger...)


Abri lentamente o olho esquerdo e espreitei pelo canto não remeloso e vi uma nova mensagem.

Era de uma amiga minha. Pensei em render-me à força tonelar da minha pálpebra e voltar aos braços de Morfeus.

Mas hesitei...


Tininim!!


Outra mensagem...

O corpo mandava fechar o olho mas o cérebro, inebriado e sonolento, mandou a pálpebra continuar aberta. E quando o cérebro manda, não há que o contrariar.

Li a primeira mensagem a custo.

"Sôdôtor...", como ela carinhosamente me trata.

Sorri.

Mas sorri só cerebralmente, pois os músculos faciais mantiveram-se firmes à inabalável lanzeira que sentia.

Segui para a segunda linha como uma câmara lenta daquelas muuuuuiiiittttttoooo lentas.

A custo, lá li a segunda mensagem.


"Tens andado pouco moinante..."


Aí sorri totalmente... e senti uma enérgica vontade de me levantar.

Sentei-me no sofá, ajeitei o portátil e com toques ainda lentos, devolvi-lhe uma mensagem...

"Tens razão..."

E então voltei ao Moinantes e escrevi de novo...

.../...

A todos os que me visitam nesta minha sala de estar da minha alma, desculpem não ter dado notícias por tanto tempo mas por vezes a cabeça não dá para tudo... Mas são estes momentos que me fazem pensar que tenho mesmo amigos e pessoas que se importam e que se dão conta que por vezes estamos mais em baixo.

Pessoas como os meus pais, o meu irmão Mannie, o David e a Daniela, o meu "irmão" Rui, o Malheiro, o Chaves, o Jorge Salgado, o Bruno, o Paulo Batista, o Simes, a Tânia, e tantos, tantos outros que não menciono mas que me ligam ou me MSN'am montes de vezes para saber como estou, se estou bem, se estou feliz... que ligam só por ligar e para dar um alô... para falarem comigo... que se importam comigo...
A vocês todos, os que mencionei e os que não mencionei mas que também se importam com este Moinantes, um MUITO OBRIGADO por me deixarem ser vosso amigo.
Resta-me retribuir-vos como puder e souber e sobretudo aqui, com boas moinadas e laivos carregados da minha estupidez natural, que espero vos faça sorrir, sempre que por aqui passarem... nem que seja um sorriso só cerebral...


E à minha amiga, em especial (pois ela sabe quem é... ;) ) ... obrigado por tudo o que disse atrás, mas também por me acordares.

Estava na hora de voltar.

quinta-feira, maio 14, 2009

Tudo está a voltar a andar...

Ao fim de alguns bons tempos sem escrita nova aqui no "esgoto", finalmente tive algum tempo para poder escrever aqui umas linhas.

Não que seja para escrever sobre casos complexos, lamechices ou outras tretas do costume, mas antes para dizer que voltei a trabalhar.


No passado dia 1 de Abril ( e garanto-vos, não é mentira) recomecei a trabalhar com um projecto bastante aliciante e engraçado que me está a dar bastante gozo.

Assim, a minha vida, depois de muitos solavancos no último ano, parece que está a voltar a caminhar de novo...

Sinto-me calmo e concentrado e acima de tudo... sinto-me bem...

Este ano, vai ser o meu ano... tenho a certeza...

domingo, abril 19, 2009

As voltas que a vida dá...

Temos alturas na vida em que sabemos perfeitamente como nos sentimos num determinado dia à muitos anos atrás. Se estávamos felizes, se estávamos infelizes...

Pois bem, ontem para mim foi um desses dias.



Tive ontem um dos dias em que mais triste me senti desde que me separei. Estive todo o dia completamente angustiado e apenas consegui sentir-me melhor desde que estive com as minhas filhas e que ficaram cá em casa este fim de semana.



E porquê me lembro eu desse dia em concreto?



À exactamente 1 ano, no dia 18 de Abril de 2008, estava em Luanda, em trabalho. Foi um dos dias de completa dor de amor, com saudades da minha mulher e das minhas filhas. Sei perfeitamente como me sentia nesse dia à 1 ano atrás.

Escrevi nesse dia um post em que dizia o que sentia e o que me ia na alma e no coração.



À 11 anos atrás, no mesmo dia 18 de Abril de 1998, lembro-me tive o dia mais feliz da minha vida até nascerem as minhas filhas.

Dia 18 de Abril de 1998 foi um dia cansativo, puxado, sempre a correr de um lado para o outro... mas senti-me feliz pois estive perto de montes de amigos e senti que estava a seguir o caminho certo da minha vida.

Dia 18 de Abril foi um dia em que mudei a minha vida e me senti completo, preenchido...

Dia de 18 de Abril de 1998 foi o dia em que me casei.



Pois bem, hoje, 11 anos depois, o que senti foi exactamento o oposto. Chovia, e senti-me desmembrado, vazio e sem a minima sensação de felicidade.



Porque os dias são só dias, marcas efémeras no calendário, se calhar não devia dar tanta importância a estas coisas. No entanto, creio que não deixarei de esquece o 18 de Abril de todos os anos, como memória do dia mais feliz, de outros dias felizes e de dias miserávelmente infelizes. Lamento... devo ser um romântico e sonhador. Mas não creio que não será agora que vá mudar...



Depois disto tudo não deixo de pensar como vai ser o meu 18 de Abril de 2010...



Daqui a 365 dias cá estaremos de novo para ver...



Agora vou fechar o PC, pegar nas minhas filhas e passear junto ao rio, aqui perto da minha casa. Vamos aproveitar o dia que hoje está de sol, bonito e vou aproveitar para levantar o meu ânimo.



Abraços Moinantes a todos

quarta-feira, abril 08, 2009

Ben-U-Ron ou paracetamol?

Esta coisa dos médicos e da ministra da Saúde não aceitar que as farmácias possam vender os genéricos, confesso que me faz confusão.

A proposta do Paulo Portas, por incrivel que possa parecer, é adequada. Ou seja, a ténue linha que separa os médicos dos farmacêuticos bate exactamente neste ponto.
O médicos são os elementos que devem, por natureza, avaliar, diagnosticar e conhecer os mecanismos para solucionar ou amenizar uma doença, em função do seu trabalho efectivo: anamnese, análises complementares e conhecimento da ficha médica do seu"cliente", o doente.
O farmacêutico, por seu lado, deve ser o especialista dos medicamentos a utilizar em função da informação prestada por receita pelo médico.

Ou seja,

O médico após avaliação do paciente encontra que o mecanismo correcto para tratar a doença será um determinado principio activo que, através da anamnese, verifica que não é contra-indicado para o paciente ou para outro medicamento que esteja a tomar.
Dessa forma, o médico não deveria receitar Ben-U-Ron ou Aspirina mas sim Paracetamol ou ácido acetilsalicilico pois esse é o seu entendimento. Depois, na farmácia, o papel do farmacêutico será de aconselhar o paciente a escolher, de entre as várias possibilidades e preços, entre o medicamento genérico ou outro.

Não querendo ser simplista com o assunto, entendo que existem situações mais complexas do que simplesmente uma aspirina ou um Ben-U-Ron... Por exemplo, um relaxante muscular muito conhecido para quem dores nas costas: Adalgur-N Comprimidos.
O Adalgur é apresentado com o principio activo de Paracetamol (500mg) mas com a componente de relaxante muscular do Tiocolquicosido (2g - base do Relmus, p.ex.) 2g.

Dessa forma, se o médico entende que o paciente tem, por exemplo, uma dor nas costas ou num joelho, causados por uma distensão ou contractura, o médico apenas deveria dosear os principios activos: por exemplo, Paracetamol (como analgésico) e tiocolquicosido (como relaxante muscular).
Por exemplo, receitaria 3 tomas diárias de 1000mg de paracetamol e 4 mg de tiocolquicosido.

O farmacêutico, de acordo com a toma prescrita pelo médico, optaria por apresentar ao seu cliente, por exemplo, ou Ben-U-Ron 1000mg, ou dafalgan 1g, ou Paracetamol Genérico 500Mg comprimidos para suprimir a necessidade de paracetamol e por exemplo Relmus 4g.

Aí o paciente tomaria 3 comprimidos de Relmus de 8 em 8 horas (tiocolquicosido 4g por toma) e e as quantidades necessárias de comprimidos de paracetamol para suprimir os 1000mg por toma (Ben-U-Ron 1000mg ou Dafalgan - 1 comprimido ou Paracetamol Genérico 500mg - dois comprimidos).
No entanto, é mais simples ao médico receitar directamente Adalgur N que já tem a composição pretendida de uma forma doseada do que colocar os principios activos...

Já para não falar nos lobbys farmacêuticos junto da classe médica... mas isso é outra coisa, né?

Ou não...?