sexta-feira, janeiro 23, 2009

37 anos - O Ano da Busca - The Quest

Hoje é um dia engraçado, que bem visto não acho graça nenhuma...

Faço hoje 37 anos e pela primeira vez em muito tempo, acordei sozinho, numa casa sozinha, sem ninguém a dar-me os parabéns.
Nos últimos anos o meu dia de aniversário começava sempre com um beijo de bom dia, com as minhas filhas a pularem na cama e uma sensação de preenchimento...
Hoje não... hoje foi uma triste sensação de vazio.

Já recebi montes de mensagens, telefonemas e mails de parabéns mas ainda assim, sinto-me sozinho e deprimido.

Confesso que me sinto outra vez numa fase um bocado negra da minha vida, sinto-me sem rumo, sem destino, sem metas... Não consigo encontrar trabalho, estou afastado das pessoas que amo e está a chover...

Até o meu bioritmo está nas "lonas"...



No entanto, enquanto escrevia este post, o sol começou a aparecer por entre as nuvens e pode ser que seja um bom sinal de que melhores dias virão... mas entretanto, vou seguindo esta minha missão de me voltar a encontrar... e hei-de lá chegar... tenho a certeza que vou voltar a estar feliz...
Enquanto não chega, deixo-vos com uma música de Bryn Christopher, que se chama exactamente "The Quest"... é como me tenho sentido... à procura...

Podem ouvir também, se quiserem, no player que está no topo do blog. Para quem costuma ver a série da Fox "Grey's Anatomy" (Anatomia de Grey), deve reconhecer esta música pois é a música do fecho da última temporada.


The Quest

I’m leaving tonight
Going somewhere deep inside my mind
I close my eyes slowly
Flowin’ away slowly
But I know I’ll be alright
It’s coming stronger to me
And I know someone is out there
Lead the way, Lead the way
Show me the answers I need to know

What I’m gonna live for
What I’m gonna die for
Who you gonna fight for
I can’t answer that

All my love it is
It is all my love
All my life it is
I know it is a life to live lately
From above I hear
I hear the sound of them sinkin’
I feel numb, I’m alive
I know I’m getting closer

What I’m gonna live for
What I’m gonna die for
Who you gonna fight for
I can’t answer that

My life has had it’s share of troubles
And now I found a place to go
I’ve said goodbye to all my troubles
’cause now I’ve find my place to go

What I’m gonna live for
What I’m gonna die for
Who you gonna fight for
I can’t answer that
Bryn Christopher

domingo, janeiro 18, 2009

José Carlos Ary dos Santos - Estrela da Tarde

Passam hoje 25 anos da morte de um dos mais carismáticos poetas de Abril que com a força das suas palavras transmitia uma força como que reprimida a quem, ainda hoje, ouve ou lê os seus poemas.

José Carlos Ary dos Santos, construiu um conjunto de poemas para muitas canções de Festival da Canção, mas foi a sua mensagem e a forma subliminar como escrevia que a mim me marcou.

Poemas como "O Homem da Cidade" ou "Estrela da Tarde", foram marcos e, não obstante eu quase achar que "desmembrar" poemas destes seja quase um crime, queria deixar-vos uma análise pessoal sobre a fonética do poema "Estrela da Tarde".

A forma como está escrito e a maneira como Ary dos Santos manobra as palavras em função das situações, é simplesmente delicioso.

Fica aqui o poema na íntegra, leiam-no despreocupadamente e depois leiam a minha análise:


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!



Análise:

Se repararem, a primeira parte do poema fala-nos da "Tarde", que reflecte o prelúdio do final, que pode ser da vida ou de um objectivo a alcançar. Essa Tarde transmite-nos a força, a ansiedade, a fúria e a vontade de "ter" ou de "viver", e para realçar esse sentimento o poeta utiliza a forma fonética dos érres, como que um gritar oprimido, uma ansiedade incontrolável, o desejo sem ponderáveis. Vou apenas extrair as palavras-chave para poderem constatar:

Tarde, esperava, tardavas, entardecia, tarde, tardando, mordia, tardia, tardámos, ardendo, morria, tarde, para haver.

Reflecte assim a "Tarde" ansiosa que antecede a "Noite" mais tranquila, o atingir dos objectivos, o adquirir, o obter, o chegar...

O poema tem uma passagem anterior à "Noite" que é a "Estrela da Tarde", aquela que chega quando ainda não é noite, no lusco fusco, o ponto de viragem. O Poeta faz neste ponto a passagem da "Tarde" para a "Noite", dos sons érre para os sons ésse.

Amor, tarde, corpo, guarde - érres

Certeza, Se tu és, se és, tristeza - ésses

Depois, na segunda parte do poema, vem a "Noite" que corresponde ao atingir do objectivo que vai terminar com a ansiedade, e com ele vem a calma, a tranquilidade e o descanso. Para esse efeito o Poeta utiliza desta vez a fonética mais suave dos sons ésses, como que um acalmar da fúria, um sussurro. Vou apenas extrair as palavras-chave para poderem avaliar:

Todas, noites, adormeceram, nocturnos, silêncios, aromas, beijos, encheram, nossos, dois, corpos, cansados, adormeceram, estrada, festa, fizeram, noites, só, nos, aconteceram, todas, precederam, mais, daqueles

No final desta segunda parte, o Poeta retoma a ansiedade com a perspectiva do abandono e o voltar da ansiedade, com um encadear do som ésse e com uma nova e única volta ao som érre, como é possível de ver nas duas últimas passagens, terminando a "Noite" de ésses com um forte érre de "morreram":

Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

E para o final, deixa o clímax da confusão dos sentimentos com a fúria da ausência numa outra "Tarde" que antecederá a calma e a suavidade de uma nova "Noite", misturada de forma sublime. Eis aqui primeiro os érres da "Tarde":

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto

Para iniciar o final, volta novamente os ésses de uma outra "Noite"

Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

E a última frase do poema, a chave de ouro, é o mesclar dos sons, culminando o clímax com uma esperança de voltar a "ter", sabendo no entanto que terá que voltar a passar pelo mesmo caminho, "Tarde", "Estrela da Tarde" e "Noite":


Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!


Esta é a minha análise "cientifica" deste magnifico poema que vos deixo o conselho de relerem agora o poema novamente, para que possam apurar o que refiro nesta minha análise.

Leia-no captando sobretudo a beleza latente nas sua palavras e nos sentidos que o poeta terá querido dar aos escrever, incorporando com os nossos próprios sentimentos e interpretações. Essa é a verdadeira essência da poesia.

Cabe-me apenas concluír dizendo que o que aqui escrevi é a minha análise e é mesmo só minha e muito própria, pois pelo menos nunca ouvi ou li nada neste sentido... Nem sequer sei, ou virei a saber, se esta era mesmo a idéia do poeta ao escrever este poema ou se a caneta o "guiou" neste caminho... mas quando falamos de Ary dos Santos, há que pensar que nada era feito ao acaso... e são muitas coincidências...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Moça...

Mais uma música para o meu novo album a sair brevemente (talvez nunca, mas nunca se sabe...)

Esta é com sotaque brasileiro e ainda não sei bem qual o ritmo (bossa nova ou balada lenta), mas deve ser lido com pronúncia do Brasil... :)



Moça
Moça, de sorriso aberto
que eu queria mais perto,
para meu coração, se juntar com o seu
Moça que passa dançando,
Que eu fico pensando que um dia me dê o que é seu

Moça, de vestido alegre
Como é que consegue
Me levar ao céu, só por existir
Moça, me diga p'ra onde
'cê pega esse bonde e me deixa sozinho sem ti

Moça, como é que é você?
Se eu queria viver
consigo a mais bela história de amor
Moça, que hei-de eu fazer?
pra que repare em mim e me ajude a curar esta dor...

Moça, de corpo bonito
que nem acredito
que o seu olhar se encontrou com o meu.
Moça, que passa brilhando
e eu fico pensando que um dia lhe dou o que é meu.

Letra e Música - AJ (Jan 2009)

terça-feira, janeiro 06, 2009

Fotos - Fonte da Telha

Bem, hoje apanhei mais um dia fantástico na Fonte da Telha...

Ficam mais uma fotos para se deliciarem... e fazia um frio de "rachar"...















domingo, janeiro 04, 2009

Será?

Há muita gente que não gosta do Pedro Abrunhosa...
Uns porque dizem que não canta nada;
outros porque dizem que é um vaidoso pretencioso e que não canta nada;
outros porque dizem que é um gajo do Porto e que não canta nada
e outros ainda dizem que não gostam dele porque... não canta nada!! pronto!!

Eu pelo contrário, gosto de Pedro Abrunhosa, apesar de achar que ele de facto não canta nada...
No entanto, acredito que as músicas, e sobretudo os poemas que ele canta, só fazem sentido, porque são cantados por ele... se fossem pelos Anjos, ou pelo Paulo Gonzo, ou pela Mariza, não faziam qualquer sentido...

Outro exemplo do que acabo de vos dizer são os Xutos & Pontapés: por exemplo aquela música do filme "Tentação":

"O nosso amor, de sempre/Brilhará p'ra sempre/Ai meu amor/o que eu já chorei por ti/mas sempre/p'ra sempre, vou gostar de ti..."

Zé Cabra, esse portento da música nacional, recusou-se a gravar este tema porque o achava "sem qualquer sentido e que não se encaixava dentro do género músical que ele representa...", comentou o cantor. Acredito que se ele gravasse este tema, toda a malta gozava com o homem porque as músicas dele não tinham conteúdo nem qualquer sentido...

Porém, cantadas (mas sobretudo tocadas...) pelo Xutos, a coisa soa bem e já são uma "granda malha"... e porquê? Porque há músicas (letras e/ou músicas) que "são" de cada banda pela forma como as executam... e é por isso que eu gosto de ouvir Pedro Abrunhosa.

E hoje, estava eu nas minhas tarefas domésticas, quando resolvi, para aliviar a pressão, pôr uma musiquinha e escolhi da minha playlist, Pedro Abrunhosa. E às páginas tantas toca uma música que eu sempre gostei especialmente, que é o tema "Será", que quer pela sua energia musical como que contida (parece que está prestes a "explodir" mas nunca "explode"), quer pelo magnífico poema, que encaixa deliciosamente bem na (minha) ideia de boa música...

E se há alturas da nossa vida que parece que há músicas feitas a pensar em nós... gaita, esta música e esta letra são e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e o que sinto neste momento... confesso que é arrepiante...

E não obstante ser um "musiqueta" de dois acordes que, aliás, até são três: Ré menor, Ré sus e Sol Menor, mas como o Ré sus é um acorde "suspendido" e de passagem, confesso que nem conto com ele... (nota de "músicólogo" da treta...), criou-se aqui um trinómio fabuloso: a letra, a música e o executante. Tirem então um destes factores ou troquem-no por outro e, por muito boa que seja a letra, a música ou o executante, todo efeito se perde... é assim que se nascem os êxito...

Deixo-vos a seguir a letra e podem ouvir a música no player no topo deste blog (basta clicarem nas setas para a esquerda ou direita até localizarem o tema...)

"Será"

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou estrelas caíram e qualquer sorte é benvinda.
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.
Será que sabes que hoje é domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.

Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da côr do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.
Eu sei que tu estarás sempre por mim
não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.

Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será...

Letra e Música - Pedro Abrunhosa

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Esta noite quis-te aqui...

Ao fim de mais de 12 anos sem escrever nem gravar material novo, junto aqui o meu novo single...




"Esta noite"

Esta noite quis-te aqui, calma e só ao pé de mim
A contarmos um ao outro, todo o nosso frenesim
Acender todas as velas, e apagar os nossos medos
Iluminar a nossa vida, que me escapa entre os dedos

Esta noite quis-te aqui, sem reservas nem defesas
Para traçarmos novas linhas, e riscarmos incertezas
Quero juntar as nossas cartas, os dois de paus e as "manilhas"
Para baralhar e dar de novo, sem mais truques ou armadilhas

Encontrarmos aquela estrada, que nos leve até ao mar
Onde a lua nos ensine, o caminho para voltar

Esta noite quis-te aqui, sem teres nada em que pensar,
Esta noite quis-te aqui, esta noite, quis-te amar...

Letra e música de AJ (Dez 2008)

Podem ouvir a minha versão acústica (e original), no leitor de música no topo deste blog...

domingo, dezembro 21, 2008

Dr. Oliveira e Costa - Correcção

Num post anterior escevi que o Dr Oliveira e Costa e o Dr. Evil eram a mesma pessoa, no entanto confesso que, após uma análise mais detalhada, tenho de fazer uma correcção.

Na realidade, o Dr. Oliveira e Costa, ex-Presidente do BPN e Raul Indipo, membro do grupo "Duo Ouro Negro", são INDUBITAVELMENTE a mesmíssima pessoa...




Porra, é que são mesmo iguais...

terça-feira, dezembro 16, 2008

Hoje, sinto-me em paz...



Existem pessoas que fazem de tudo para nos sentirmos felizes.


Outras pessoas porém fazem-nos coisas que nos fazem sentir completamente miseráveis.

Mas algumas pessoas, pelo simples facto de existirem, fazem-nos sentir isso tudo e muito mais.



Hoje, sinto-me em paz...

domingo, dezembro 07, 2008

Dr. Oliveira e Costa e Dr. Evil são a mesma pessoa...

Na sequência de mais uma rubrica de "Estes dois gajos são a mesma pessoa" e depois de algumas revelações bombásticas aqui do Moinantes como por exemplo:
A princesa Fiona, mulher do Shrek e a Catalina Pestana, da Casa Pia, são a mesma pessoa


e

Maria José Morgado - procuradora e o Robert Smith - vocalista dos The Cure, são a mesma pessoa



Fica agora também a revelação bombástica de que:

Oliveira e Costa - Ex-presidente do BPN e Dr.Evil - Vilão de Austin Powers são a mesma pessoa...




e porquê?

Ora vejam este artigo, retirado do site Diário Digital:

Oliveira e Costa construiu bunker na Vidigueira

"Os investigadores do caso BPN depararam-se com uma insólita descoberta: um bunker na herdade de Oliveira e Costa na Vidigueira, onde Câmaras de vídeo gravavam todos os movimentos, noticia hoje o Sol.
No bunker, com parte já edificada e outra em projecto, os empregados teriam chips nas fardas como nos filmes de James Bond, adianta o semanário.
Oliveira e Costa mandou construir um bunker na Herdade Paço dos Infantes, na Vidigueira, para onde esteve projectado um dos maiores investimentos turísticos do grupo BPN no Baixo Alentejo.
Com cerca de 100 metros quadrados e preparado para integrar um ultramoderno sistema de segurança e vigilância, este bunker, que o SOL descobriu, não chegou a ser terminado.
As autoridades só se aperceberam da sua existência quando, durante as recentes buscas realizadas na herdade, descobriram a entrada para este ‘abrigo’, que se encontrava alagado pelas chuvas das últimas semanas, refere o Sol.
Por enquanto, desconhecem-se os motivos que levaram o ex-banqueiro – detido preventivamente desde o passado dia 21 – a construir esta instalação."

in diário digital

Fotos de Sesimbra - Um dia de chuva









quinta-feira, novembro 27, 2008

Preciso de Trabalho...

Pois é pessoal, ainda estou desempregado e estou numa fase da minha vida em que preciso mesmo de começar a trabalhar.
Não que esteja sem rendimentos (felizmente ainda tenho) mas sobretudo porque estou à tempo demais sem fazer nada construtivo e tenho necessidade de trabalhar, contactar com pessoas, com projectos, construir alguma coisa, ter um objectivo, uma meta.

Tenho enviado curriculos para dezenas de anúncios para tenho recebido uma resposta curiosa: que tenho curriculo a mais do que as empresas precisam.

Eu, no entanto, rebato e digo que isso não é problema para mim, pois o que pretendo é (re)começar um projecto e ajudar, mesmo que as funções não sejam as que melhor me adapte.
No entanto, entendo que o argumento é válido pois as empresas (e respectivos gestores) temem o investimento e que, a determinada altura, eu arranje outra coisa melhor e parta, perdendo-se todo o investimento em tempo e know-how depositados em mim. Faz sentido pois eu também entrevistei algumas pessoas para contratar e confesso que tinha quase sempre essa reserva.

Mas no entanto, preciso mesmo de começar com alguma coisa e estou com vontade de "vestir a camisola", por isso, deixo aqui o meu apelo a quem saiba de alguém que precise de alguém para ocupar uma vaga relacionada com informática (ou similar) e que abarque qualquer dos seguintes pontos:

- Assistência técnica (local ou remota)
- Reparação de equipamentos (servidores, PC's, Impressoras, Portáteis)
- Instalações de equipamentos (cablagens, comunicações)
- Apoio ou instalação de aplicações e sistemas operativos windows - Servidores, postos de trabalho, impressoras, scanners, etc.
- Elaboração, acompanhamento e execução de projectos envolvendo qualquer dos pontos atrás.
- Desenvolvimento de aplicações em base VBA ou VB com bases em SQL
- Conhecimentos de instalação, manutenção e apoio em ERP's Navision ou Primavera.

Possuo:
- Boa apresentação e elevado sentido de responsabilidade.
- Espírito de Equipa
- Experiência de coordenação técnica e de equipas
- Controlo de custos
- KPI's (Key Productivity Indicators)
- Controlo de performance com base nas normas ITIL (Information Technology Infrastructure Library)
- Inglês fluente falado e escrito, capacidade para manter um conversação básica em Francês, Espanhol e compreensão de Italiano.
- Disponibilidade para deslocações (dentro ou fora de Portugal)
- Carta de condução de ligeiros
- DISPONIBILIDADE IMEDIATA

Assim, nesta fase estou disposto a fazer qualquer função que, para já, não envolva favores sexuais, mas admito que posso ponderar e ceder a este ponto, desde que os mesmos favores sejam de cariz exclusivamente heterosexual.

Assim, agradeço desde já a todos os que me possam ajudar e caso saibam de alguma coisa, podem-me enviar email para moinantes@gmail.com que contactarei através do meu outro email profissional, esse sim, mais a sério...

Obrigado a todos, desde já...

Abraços

Moinantes

sábado, novembro 22, 2008

Será que já não chega??

Bem, malta, este é quase o post do desespero, pois já quase nem sei o que mais me espera para me acontecer... ou como diria o Jô Soares "Que mais me irá acontecer???"

A minha vida levou um sacana de um tombo nos últimos 40 dias, que até tremo só de pensar...

As pessoas costumam dizer que o mais importante depois de cair é termos força para nos levantar-mos. Pois eu estou com um pequenito problema em relação a essa teoria.

Como é que a gente se consegue levantar se sempre que nos tentamos levantar é que nos apercebemos que afinal ainda não acabámos de cair?

Não acham que tenho razão? Uma pessoa para se levantar tem de cair, mas tem de cair tudo...
Ou seja tem de cair e ficar caída até pensar assim "bem, já caí tudo? Já? Não há mais nada? OK! Certo, então agora vou-me levantar..."

Mas até lá, é complicado... Senão, vejam...


Já para não falar na tragédia para mim que é estar desempregado ( e já estou à mais de 1 ano...), em meados de Outubro comecei a "cair":



- Separei-me da minha mulher.
- As entrevistas de emprego onde vou multiplicam-se em flops e, na melhor das hipóteses, recebo um "depois falamos consigo"...
- O meu pai teve um AVC na sexta-feira, dia 14. Já está em casa desde ontem, está a recuperar bem mas é uma pessoa com 85 anos e é sempre complicado...
- Tenho estado doente em casa com um amigdalite, febres altas, dores no corpo e restantes "extras". Agora, já estou melhor...
- Tenho uma hérnia inguinal (um altinho na barriga). Não me dói, não é sério mas se não resolver com tratamento convencional, terei que ir à "faca"...


Enfim...


No entanto, para não estarem a dizer que me estou sempre a "chorar" das minhas desgraças, consigo, ao longo destes 40 e poucos dias, realçar três coisas positivas na minha vida:



- Fiz as minhas análises regulares e estão normais (ou seja, na mesma, sem alterações). Da forma que a minha vida estava a andar, confesso que pensei mesmo que era desta... mas felizmente não...
- Chamaram-me para iniciar o meu processo de RVCC (Novas Oportunidades), nada mais nada menos do que 414 dias depois da minha inscrição. Mas pronto, chamaram-me e isso é que interessa... Vou começar em duas semanas e se tudo correr bem, espero obter o certificado de 12º ano que tanta falta me está a fazer agora para arranjar emprego...
- Ganhei 7,57€ no Euromilhões. Atenção que são 7 Euros e 57 cêntimos... não são 7,57 milhões de Euros... Isto com tantos milhões a serem falados pelos media, espalhados pelas offshores de Porto Rico e afins, é bom que não haja confusões. A última coisa que eu queria agora era ser auditorado pelo Banco de Portugal...



Mas pronto, hoje consegui estar um bocadinho mais sossegado e com a cabeça no sítio para tentar perceber se já acabei de cair tudo... no entanto, para não facilitar, acho que me vou deixar estar uns tempos caído até ter a certeza que já está tudo... e então, se não houver mais "balanços e sobressaltos", lá me agarrarei a alguma coisa, levantar-me-ei e certamente conseguirei levar com a minha vida para a frente...


É mesmo caso para levantar os olhos ao céu e perguntar:






Caramba, será que já não chega?

domingo, novembro 09, 2008

BPN - Crónicas de uma morte anunciada...


Bem, vocês nem fazem ideia do que me tem custado não comentar o assunto BPN... e as coisas que eu poderia dizer!!! Uff...

Mas infelizmente, e apesar desses comentários não serem nada de especial para o desfecho deste infeliz caso, sinto que podiam ser mal interpretados e tenho muitos colegas com quem tenho boas amizades e que tenho em conta e que nunca seria capaz de prejudicar, nem que fosse a dizer mal do principal accionista...

Agora que as coisas estão como estão, é fácil vir dizer "ah, pois eu sabia que ia ser assim", mas quem me conhece bem sabe que sempre fui uma espécie de profeta da desgraça iminente de uma coisa que só quem não queria ver, é que não via.
Talvez pela proximidade dos envolvimentos na empresa, pela vontade de que tal pudesse acontecer, ou por outra qualquer razão, muita gente entendia os meus comentários como mais umas parvoíces que ia dizendo. Mas dessa vez, a conversa não era de parvoíce, era séria... e como tinha muito tempo livre, tive a capacidade de poder dar dois passos atrás e ver o quadro todo e analisá-lo de uma forma objectiva...

Apenas digo que, tal como sempre disse, as minhas suspeitas tinham fundamentos, as pessoas que geriam eram efectivamente incompetentes e tinham a sensibilidade negocial e humana de uma couve lombarda, e no dia em que OC's, IOC's e restantes afilhados se fossem embora juntamente com os "seus" milhões, ficava(-mos) todos no fundo da sanita.

Depois alguém viria puxar o autoclismo...

Espero que, sobretudo pelas amizades que deixem na empresa, quem vier a seguir não tenha como objectivo puxar o autoclismo mas sim para ajudar a reabilitar uma empresa que tem viabilidade, desde que com as dimensões ajustadas e com mercados e muito potencial humano a explorar.

Do que sei, entraram para a empresa algumas pessoas com características construtivas e com perfil de poderem reabilitar a empresa (ao que tb sei, infelizmente não me cruzei com uma dessas pessoas por apenas 3 dias!!! Já não tinha de ser...), por isso só espero que haja vontade de vencer e que sejam ajudadas por todos para que a "coisa" se faça...

E mais não digo...

Abraços a todos...

domingo, novembro 02, 2008

A história do peixe que vivia fora de água (...and the life goes on...)


Era uma vez um homem que tinha um peixe.

Um normal peixinho dourado de aquário de quem o homem gostava de ter perto de si... mas como não era muito prático andar com o aquário para todo o lado, o homem teve uma ideia: procurou tentar ensinar o peixe a respirar fora de água...
Um dia chegou a casa , e retirou o peixe do aquário por uns 5 segundos, o peixe "escaudeou" (o equivalente ao espernear de um aninal que, não tendo pernas, tem uma cauda...) e tornou a colocá-lo na água e o peixe nadou normalmente, sem problemas.
No dia seguinte, fez o mesmo, mas por uns 10 segundos e o resultado foi o mesmo.
Pouco a pouco, foi aumentando tempo gradualmente e o peixe foi-se habituando a estar fora do aquário por longos períodos...

Um dia, o homem achou que estava na hora de levar o seu amigo para o emprego, uma vez que o peixe já se aguentava fora do aquário por várias horas.
Assim, colocou-o no bolso e saiu para o emprego onde passou um belo dia na companhia do seu amigo peixinho dourado.
No final do dia, quando voltava do emprego, à saída do autocarro, deu um encontrão numa pessoa que ia a entrar e o seu peixe caiu-lhe do bolso, para dentro de uma poça de água.

Quando ele se baixou para o apanhar, o seu amigo, peixinho dourado, tinha morrido... afogado.


Esta pequena história, com laivos de total idiotice, demonstra subliminarmente algumas coisas de relevante importância. Como entendo que a maior parte dos meus leitores não tenha a capacidade de perceber que coisas são essas, vejo-me na necessidade de ter de explicar.
Bom, como já devem saber, já passaram alguns dias desde a minha situação de separação ocorreu e a coisa já vai retomando algum equilibrio... tal como peixe, eu estou a habituar-me a respirar fora de água.
No entanto, viver sem a minha mulher e as minhas filhas perto de mim, fazem-me sentir a mirrar e a esmorecer lentamente, mas tal como o peixinho da história, em momentos de necessidade, conseguimos encontrar capacidades desconhecidas ou adormecidas e acabamos por criar mecanismos para nos proteger e adoptamos novos hábitos em função do um novo ambiente em que nos encontramos...

Assim, estou lentamente a conseguir voltar a "respirar" e a encontrar forças e motivação que confesso já nem me lembrar que as tinha e por isso, decidi refazer a minha vida a partir daqui.

No entanto, refazer a minha vida não significa abdicar das coisas que mais quero na vida. Vou fazer de tudo para que não me habitue a esta vida de pseudo-solteiro e sobretudo, vou fazer de tudo para consiguir ter a minha familia de volta e, novamente tal como o peixinho da história, tentar fazê-lo antes que elas se habituem a viver sem mim, eu sem elas ou ambas...

Creio que a única forma de poder voltar a estar junto da minha família de uma forma saudável e equilibrada para todos passa muito por reorganizar a minha vida, vida essa que tem estado um monte de farrapos soltos e sem rumo, que deixaram marcas profundas a todos os que me rodeavam, sobretudo os mais de perto.
Assim, decidi reaver a minha identidade, retomar os meus projectos de vida e de trabalho e com eles a alegria, boa disposição e alguma parvoíce com que fui brindando as pessoas que privam comigo e o mais importante, tentar demonstrar à minha familia de que ainda valho a pena...


...and the life goes on...